O cenário econômico globalizado se apresenta com muita propriedade em face dos conflitos árabes, crise financeira, crise do euro, inflação, juros, volatilidade das bolsas, apagões de energia elétrica, saúde, educação, ciência e tecnologia, reforma tributária, política, administrativa, trabalhistas, e demais eventos.
Em alguns países o erário precisa de mais recursos para conter os investimentos projetados, pois, é notório o hiato financeiro existente para fechamento dos investimentos, até mesmo para atender ao custeio.
É inegável que esse cenário de incertezas precisa de uma melhor formação, exigindo das empresas uma posição mais profissional e transparente, caso deseje se manter, ainda, no mercado.
Os serviços contábeis em sua abrangência deve também obedecer a uma necessidade de se adaptar aos princípios internacionais e atender a máquina fiscalizadora, além de priorizar um maior controle interno que resulta em maior transparência.
No Brasil, principalmente no Nordeste onde a maioria das empresas pertence ao Sistema do Simples Nacional, citadas empresas devem se organizar e proceder a um estudo mais detalhado de suas posições, pois fatalmente irão pagar a conta, pois qualquer tributação crescente que incida sobre faturamento bruto se torna no ínterim do mesmo ano civil, insuportável.
A flexibilidade da opção tributária deve ter um preço que seja aprazível no inicio, mas oneroso ao final do mesmo ano civil, permitindo o feeling somente depois de fisgada.
Se sua contabilidade limita-se a:
a) Alimentar o sistema do Setor Fiscal gerando suas obrigações;
b) Alimentar o sistema do Setor de Pessoal gerando suas obrigações;
c) Alimentar uma tentativa de Demonstrativo Contábil e Financeiro, gerando suas obrigações;
Você tem razão, pois fica difícil entender como alguém consegue garfar gestores de empresas (néscios) com tão pouco.
Quem lhe garante que os livros e obrigações tributárias, trabalhistas, sociais e ambientais estão sendo atendidas?
Como está a Contabilidade e demais serviços contratados pela minha empresa?
Aconselho a não fazer essa indagação.
A contabilidade atua em sincronia racional com a globalização, exercida por profissional capacitado e qualificado, se tornando parceiro do se ciente e se inserindo em sua gestão, buscando oferecer, alem dos serviços contratados, os demais relacionados:
a) Diagnóstico Empresarial;
b) PES – Planejamento Estratégico Sustentável;
c) Relatório de Viabilidade Econômica;
d) Assessoria no Controle de Custos e Despesas;
e) Assessoria da Customização
f) Assessoria na Precificação;
g) Controle de Estoques e Política de Compras;
h) Planejamento Estratégico Sustentável
i) Projeto de Viabilidade de Obtenção de Recursos Financeiros;
j) Controle do Patrimônio Fixo.
k) Relatório de Riscos Tributários e Trabalhistas
l) Demonstrações Contábeis e Financeiras, ajustadas em conformidade aos princípios internacionais, CPC, CFC e demais;
m) Relatório de Sugestões;
n) Reuniões cronologicamente marcadas.
o) Estudo de impactos Tributários
p) Relatório de Responsabilidade Social
q) Relatório de Responsabilidade Ambiental.
r) E demais.
Como podemos observar o verdadeiro trabalho de Contabilidade deve agregar valor a empresa cliente em sua gestão empresarial, minorando recursos e estudando a possibilidade de implementação de melhorias que possam dar maior sustentabilidade e continuidade a atividade econômica desenvolvida pela mesma.
O grande problema é que a maioria dos profissionais não possuem uma educação de qualidade continuada que possa lhe conceder uma capacitação e qualificação necessária a uma economia globalizada.
É bem verdade que há diversas outras variáveis que impactam a desejável satisfação nas relações, sejam intrínsecas ou extrínsecas, mas de qualquer forma isso deverá influenciar diretamente nas relações contratuais.
Outra verdade que devemos reconhecer é o NÍVEL de educação profissional que se reveste o nosso atual profissional, é pífio, haja vista a má qualidade da sua formação, pois temos profissional que não sabe se expressar mesmo em português, não sabe escrever, por ter pouco tempo para a leitura em conseqüência desse fato, é um desastre até mesmo quando tenta explicar ao cliente o reflexo e resultado de seu próprio labor.
Tem reduzido conhecimento em TI, tem dificuldade na tem base doutrinária para um entendimento de fatos (positivos e negativos) de uma legislação, desconhece a importância de saber outro idioma, cria um mundo isolado entre o escritório e o cliente e reclama infinitivamente de tudo e de todos.
O mercado globalizado precisa de profissional globalizado, caso contrário o profissional que não esteja antenado (plugado), deverá mudar de profissão.
Em contato com profissionais e empresas, motivado pela minha atividade contábil diária, e noturna no magistério superior, ouço reclames de modalidade díspares, mas poucos demonstram e reconhecem a sua limitação o que comprova o grande hiato existente.
O mais gritante é a contratação de profissionais sem um processo racional sincrônico, ou seja, de avaliações técnicas seja através e artigos escritos, livros editados, projetos que participa, ou qualquer outro tipo de avaliação, que diferencie a apadrinhamento, a informação de amigos, o aconselhamento de conhecidos parentes etc.
Enquanto houver a indução de argumentos de marketing no processo de contratação, em detrimento a racionalidade objetiva teremos, esse tipo de profissional, ainda no mercado.
A contabilidade deve está sempre antenada para a gestão empresarial de modalidade incansável, diuturno, full time.
É inadmissível, a existência de profissionais sem que o mesmo externe sua opinião através de artigos técnicos, se tiver alguma opinião, claro, pois se inapto o seu silêncio ratifica o seu nível.
ELENITO ELIAS DA COSTA
Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, Clube dos Contadores, Contadores,autor de artigos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO,CRCSP,CRCRJ,CRCCE, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC-Portugal, autor de livros editados.
Revista Contábil & Empresarial Fiscolegis, 21 de Março de 2011
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